Sábado, 24 de Novembro de 2007
Solidão

Amei e fui amada

com paixão como ninguém

perdi um filho querido

e julguei morrer também

 

Não sei se tenho direito

de a Deus eu questionar

que mal eu teria feito

para assim me castigar?

 

 A revolta que senti

 ao perder quem tanto amava

 fez-me descrer de tudo

 e sentir-me destroçada

 

Talvez p'ra me compensar

Deus de mim, tivesse dó

e deu-me uma filha querida

que já me fez ser avó.

 

Mas quando a solidão me vence

e a saudade me faz sofrer

revivo tudo de novo

e só desejo morrer

 

Carmina



Mechu nuncaetarde às 21:46
Link | comentar | Tela
|

6 comentários:
De daplanicie a 25 de Novembro de 2007 às 11:38
Espero que esses momentos de solidão sejam breves e passageiros e que a força que pressinto em si a faça seguir em frente.
Um beijinho


De nuncaetarde a 25 de Novembro de 2007 às 12:45
Sim é preciso ter muita força, mas há momentos que essa força se vai. É uma dor que nunca passa, embora já lá vão muitos anos e,embora faça tudo para que ninguém note.Com o aproximar do Natal, só desejo que chegue o mês de Janeiro.
Tudo de bom para si.


De Lua de Sol a 25 de Novembro de 2007 às 13:49
Carmina, querida...
com este pequeno poema diz tudo... o que fica por dizer apenas se sente, às vezes nem se consegue exprimir...
Se é devastador a perda de um pai, a de um filho é verdadeiramente traumatizante e insuportável para sempre, enquanto se vive e se lembra. Um filho é um pedaço de nós, costuma dizer-se... Mas é em alturas dessas que tal ganha todo o sentido. Se é um pedaço de nós que parte, então nós também partimos um pouco...
Mas, como descobriu, Deus deu-lhe um amor de filha e abençoou-a deixando-a ser avó e presenteou-a com uma neta igualmente amorosa... Há que nos centrarmos em quem precisa de nós e ´de quem nós também precisamos e amamos...Há que procurar a felicidade no que se tem e tentar afastar a infelicidade pelo que não se tem...

Um grande beijinho
Sara


De mghorta a 30 de Novembro de 2007 às 21:05
Nada...
O deserto e nada.
Ninguém...
A multidão e ninguém.
Nunca...
Os dias e o tempo e nunca.
Olho o vazio de tudo o que já não é e sei...
Nada é onde ainda te vejo,
..onde ainda te sinto,
..onde ainda te ouço as palavras.
Nunca é onde te encontro,
..onde me escondo para não ser,
..para não atravessar a solidão de ser sem ti.
Porque ninguém,
..porque toda a gente é o deserto de não te ..encontrar.

E nada... E ninguém... E nunca...
E... Não.

SOLIDÃO, COMPANHEIRO DE MUITAS JORNADAS...


De nuncaetarde a 30 de Novembro de 2007 às 21:15
Obrigado amigo.

Nada mais triste que a solidão provodada pela perda de quem amamos.
Obrigado mais uma vez
Bjs,


De Fausto Castelhano a 24 de Maio de 2011 às 08:37
Gosto muito do poema e, na verdade, nunca se esquece! Está sempre a voltar, sempre!


Comentar post

.Eu
.Agosto 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
28

29
30
31


.tags

. todas as tags

.arquivos

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Agosto 2009

. Junho 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Dezembro 2008

. Agosto 2008

. Junho 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

.favoritos

. DE VOLTA AO MEU HOBBY DE ...

. Tramp

.PINCELADAS
.Pinceladas
 
.Fazer olhinhos
.Euromilhoes
blogs SAPO
.subscrever feeds